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Dados do Município

CAJATI – SP

Data de Emancipação Política: 19/05/1991

População: 28.372 habitantes (IBGE 2010)

Território: 454,436 km2

Localização: Vale do Ribeira

Origem do nome: Árvore de folhas oblongas
(Tupi-Guarani)

Fundadores: Índio Botujuru e o português
Matias de Pontes

Finalidade: Exploração da mata em busca de
ouro

Municípios vizinhos: Jacupiranga, Eldorado e
Barra do Turvo

Distância das principais cidades da região:
Jacupiranga (13 km), Registro (44 km) Curitiba (189
km) e São Paulo (230 km)

Economia: Agricultura (Banana) e
Extrativismo Mineral (Apatita, Níquel, Água Mineral,
Cal etc)

Indústrias: Bunge Fertilizantes, Cimpor do
Brasil e Fosbrasil S/A

ORIGENS DOS NOMES TUPIS

Guaraú: “Que esplêndido!”
Inhunguvira: “Vale entre os montes”
Umuarama: aglomeração de pessoas,
povoado, lugarejo

HISTÓRICO

A história do município de Cajati tem a sua origem na segunda década do século XIX, com a chegada, no
Porto de Cananéia, de alguns jovens portugueses, dentre eles, Matias de Pontes. Na sua busca por ouro,
Matias e um índio chamado Botujuru foram desbravando e explorando a mata, passando por
locais onde ninguém jamais havia andado.

Matias queria conhecer a região, porém Botujuru, ao contrair malária, veio a falecer. Ele foi o primeiro ser
humano de que se tem conhecimento a ser enterrado no lugar. Matias e outros apossaram-se de duas
glebas de terras: o acampamento e outra localizada rio acima, onde havia uma pequena queda d´água,
que por essa razão, passou a se chamar Cachoeira. Logo à frente, estava a Serra do Guaraú.

Outros lugares formam denominados por ele e permanecem até hoje com a mesma nomenclatura:

Pouso Alto: pelo fato de dormirem numa árvore por medo de feras;
Barra do Azeite: por encontrarem enorme pedra, na qual um garrafão de azeite de mamona foi quebrado;
Lavras: por terem sido encontrados vestígios de pessoas que já haviam passado e lavrado uma canoa.

No entanto, foi no século XX que suas terras obtiveram maior evidência, quando se descobriu a
possibilidade de exploração das jazidas locais, situadas, sobretudo, no Morro da Pedra Cata-Agulha.

Na década de 1930, o Brasil tinha grande falta de cimento e fertilizantes e suas necessidades eram
atendidas por importação. A comprovação de existência de calcário e apatita nas rochas de um
vulcão extinto, feita pelo Engenheiro de Minas do Instituto Geográfico e Geológico de São Paulo, Dr.
Theodoro Knecht, levou o Grupo Moinho Santista, que na naquela época fabricava apenas tecidos, a pedir
autorização ao governo brasileiro para explorar o calcário das jazidas locais. Em 1939, período em que
se iniciaram as atividades de lavras de apatita, a Serrana S/A de Mineração construiu uma vila de
operários no local onde havia apenas casebres de trabalhadores dos bananais.

Foi necessário construir uma estrada de ferro, que levasse a apatita da mina pela margem esquerda do
Rio Jacupiranga, à sede do município. Numa segunda etapa, era transportada até ao Porto de Cubatão em
Cananéia e, em seguida, levada em barcos até Santos, para depois seguirem por ferrovia, até chegar
a São Paulo.

Mas foi a partir da Segunda Guerra Mundial que a exploração de minérios assumiu maior importância no
crescimento da região. O distrito de Cajati foi criado em 30 de novembro de 1944, no povoado de
Corrente, território do município de Jacupiranga, por sua vez fundado em 1864.

Seu desenvolvimento, contudo, foi bastante lento devido à dificuldade de comunicação, comum às
cidades daquela região. Assim, somente em 30 de dezembro de 1991 Cajati emancipou-se de
Jacupiranga, tornando-se município autônomo.

ATRAÇÕES TURÍSTICAS

Cajati está entre os três primeiros produtores de banana nanica da região. A indústria extrativista e
produtiva é a principal atividade econômica do município. É o maior parque industrial do Vale do
Ribeira, responsável pela produção de cimento, argamassa, ácido sulfúrico e fosfórico, fertilizante e
ração animal.

Além disso, oferece aos amantes da natureza locais agradáveis, belos e preservados como a Barra do
Azeite e o Salto do Guaraú. O cenário composto de corredeiras naturais com águas cristalinas e a
atmosfera de frescor da mata virgem são um convite ao prazer e à alegria. Ainda há cavernas e a
cachoeiras do Bairro Capelinha e do Rio Bananal e a histórica trilha de Lamarca e a Torre do Guaraú, que
possui uma vista de toda a cidade e grande parte de outros municípios, além da belíssima janela espacial
noturna oferecida aos amantes da astronomia. A Serra do Guaraú, que já serviu de plataforma para
saltos de asa-delta, é considerado um dos melhores pontos do Estado de São Paulo para a prática do voo
livre.

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Cajati foi elevado à categoria de Distrito de Jacupiranga em 13/06/1944, pelo decreto-lei estadual
nº 14334, de 30-11-1944.

Em 19/05/1991, foi realizado Plebiscito para Emancipação Político-Administrativa, tendo votação
favorável de 95% dos eleitores. No dia 31/12/1991, o Diário Oficial do Estado publicou a Lei Estadual nº
7664, criando o Município de Cajati.

FONTES: IBGE e Divisão Municipal de Cultura de
Cajati 

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